Crítica: A Guerra Está Declarada: filme sobre a vida, sem apelo moral ou sentimentalista
Publicado no CineZen
Condenados pela tragédia Shakesperiana, Roméo (Jérémie Elkaïm) e Juliette (Valérie Donzelli) se conhecem em uma festa, e riem da coincidência dos nomes. O casal está fadado a um destino terrível.
Esse destino terrível nada tem a ver com o romance que se passa em Verona. É, na verdade, a luta do casal contra o diagnóstico que o filho deles, Adam, recebeu: um tumor no cérebro, que, eventualmente, paralisa parte do rosto.
Desde o início, “A Guerra Está Declarada” corta o suspense de se o filho do casal vai sobreviver ou não, deixando livre para que o roteiro foque nos sentimentos conflitantes de Roméo e Juliette. E é aqui que o filme se distingue do restante. A criança, o câncer e o tratamento são observados de longe. O longa se concentra no processo de absorção dessa realidade e na probabilidade da perda de um filho.
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